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Professor Ronaldo Lavestein
Compreender e modelar
Etapa 3

Quando a história deixa de ser uma linha reta

No levantamento conseguimos acompanhar o notebook de Ana. Agora apareceram momentos em que o caminho pode mudar, parar ou voltar.

Continue de onde paramos

O técnico descobriu uma falha na fonte. O atendente preparou o orçamento e entrou em contato com Ana. Até aqui a história seguia em linha reta.

A próxima pergunta muda tudo: Ana aprovou o orçamento?

Se a resposta muda, o caminho também muda

Se Ana aprovar, o reparo pode continuar. Se recusar, o notebook não deve seguir para a bancada de reparo. E mais tarde, se o teste falhar, o equipamento pode precisar voltar.

Escrever tudo isso em um parágrafo começa a ficar confuso.

Então surge uma necessidade

Como mostrar visualmente o caminho do trabalho e os pontos em que ele pode mudar?

É para isso que vamos usar um fluxograma.

Primeiro marque onde a história começa

O que aconteceu

Ana chegou e entregou o notebook. É aqui que este atendimento começa.

Como mostramos

Notebook recebido

A forma arredondada marca início ou fim.

Depois alguém faz alguma coisa

O que aconteceu

O atendente registrou a ficha. O técnico fez o diagnóstico.

Como mostramos

Realizar diagnóstico

O retângulo representa uma atividade: algo que alguém faz.

Agora chegamos à pergunta que divide a história

O orçamento ficou pronto. Ana pode aprovar ou recusar.

A pergunta real

Ana aprovou o orçamento?

Sim leva ao reparo. Não leva ao encerramento sem reparo.

Como mostramos

Clienteaprovou?

O losango representa uma decisão: uma pergunta que pode abrir caminhos diferentes.

E a seta?

A seta responde: “para onde o trabalho segue depois daqui?”

Orçamento pronto→Cliente aprovou?Sim →Reparar
Cliente aprovou?Não →Encerrar sem reparo

Agora o fluxograma completo já fala uma língua conhecida

Fluxograma AS-IS da Assistência Técnica ConectaCliente entregao equipamentoRegistraratendimentoDiagnosticarPrepararorçamentoClienteaprovou?RepararTestepassou?EntregarequipamentoEncerrarsem reparoSimNãoNãoSim

Leia como história

O cliente entrega o equipamento. O atendimento é registrado. O técnico diagnostica. O orçamento é preparado. Se o cliente aprova, o reparo acontece. Depois o equipamento é testado. Se o teste falha, volta ao reparo. Só depois segue para entrega.

Agora podemos dar nome a essa visão: AS-IS

AS-IS não é uma sigla. É uma expressão em inglês que significa “como está”.

Estamos desenhando como o processo funciona hoje, inclusive com esperas, retornos e problemas. Ainda não estamos mostrando como gostaríamos que funcionasse.

O desenho começa a revelar perguntas

  • onde fica registrada a aprovação do cliente?
  • quanto tempo uma ordem pode ficar esperando?
  • quem percebe que o teste falhou?
  • onde aparece uma peça que precisa ser comprada?
  • como o atendente descobre rapidamente a situação?

Quando um ponto atrasa repetidamente o fluxo, podemos chamá-lo de gargalo. Quando alguém precisa repetir trabalho por falta de informação clara, temos retrabalho.

Faça agora

  1. Conte o caminho do notebook de Ana sem olhar o desenho.
  2. No fluxograma, diga o que representa a forma arredondada, o retângulo e o losango usando a história.
  3. Explique o que acontece se Ana recusar o orçamento.
  4. Explique o que acontece se o teste falhar.
  5. Marque um ponto de espera e um de retrabalho.
  6. Desenhe um pequeno fluxo de outro atendimento real, começando pela situação antes de escolher os símbolos.
Caderno da Análise · Evidência 04

Como o atendimento funciona hoje

Guarde o processo atual e as perguntas que surgiram. Cada decisão no desenho deve ter origem no que foi observado ou confirmado.

Checkpoint 2 — O desenho conta a mesma história?

Olhando apenas o fluxograma, você consegue reconstruir o atendimento e explicar por que cada caminho existe?

Nova necessidade

O fluxograma mostra o caminho, mas ainda não responde bem qual informação entrou, quem forneceu, quem usou e onde ficou guardada. Na próxima etapa vamos seguir a informação.