Volte ao ponto “Cliente aprovou?”
O desenho da etapa anterior mostra que a aprovação muda o caminho. Mas ele não explica bem como essa aprovação chegou, quem recebeu e onde ficou registrada.
Vamos seguir uma informação, não o notebook
O atendente envia o orçamento para Ana. Ela responde: “Pode fazer o reparo.”
Essa frase muda o que a empresa pode fazer a seguir.
Agora repare: antes acompanhávamos ações. Desta vez vamos acompanhar informações.
Já conseguimos fazer três perguntas: quem enviou? o que foi enviado? quem recebeu?
Quem está dentro da empresa e quem está fora?
Ana participa do atendimento, mas não faz parte da Conecta. O fornecedor também não. Mesmo assim, os dois trocam informação com a empresa.
Quando queremos enxergar apenas essas trocas com o “lado de fora”, usamos um Diagrama de Contexto.
A empresa
O bloco representa a Conecta como um todo.
Quem está fora
O retângulo representa alguém de fora que troca informação com a empresa.
E a seta só aparece porque existe algo real atravessando essa fronteira:
Agora veja o contexto completo
Leia como frase
Escolha uma seta. Por exemplo: o cliente envia dados e decisões para a Conecta. Se você consegue contar a frase, já entendeu o desenho.
Mas ainda falta enxergar o que acontece lá dentro
Sabemos que a aprovação entrou na Conecta. Quem usa essa informação? O que acontece com ela? Onde ela fica depois?
Agora precisamos abrir a caixa e acompanhar o caminho dos dados. É aí que aparece o DFD — Diagrama de Fluxo de Dados.
Monte só um pedaço primeiro
Ana entrega o notebook e informa nome, telefone e defeito. O atendente usa essas informações para abrir o atendimento. Depois, a ordem precisa continuar disponível para o técnico e para as próximas etapas.
Agora os nomes técnicos ganham sentido:
Cliente
Está fora e envia informação. No DFD, isso é uma entidade externa.
Registrar atendimento
Recebe informação e produz um resultado. Isso é um processo.
Dados do equipamento
É o que circula entre os pontos. Isso é um fluxo de dados.
Ordens
É algo que precisa continuar disponível depois. Isso é um depósito de dados.
“Depósito” não quer dizer que já escolhemos banco de dados. Quer dizer apenas: essa informação precisa ser guardada e recuperada depois.
Por que D1, D2, D3?
São apenas códigos para identificar depósitos no desenho. D2 Ordens significa “depósito número 2: Ordens”.
Agora amplie sem tentar decorar
Siga um caminho por vez
Comece no Cliente. Siga “dados do equipamento”. Veja qual processo recebe. Depois procure o que esse processo produz. É assim que o diagrama deve ser lido.
Essa visão geral dos principais processos é chamada de DFD Nível 0.
Quando uma parte ainda está grande demais
“Gerenciar orçamento” pode esconder várias ações. Podemos abri-lo em partes menores: receber diagnóstico, preparar proposta, enviar orçamento e registrar decisão.
Esse ato de abrir um processo em partes menores é chamado de decomposição.
Se abrirmos um processo, as informações que entram e saem precisam continuar coerentes com o nível anterior. Essa coerência é chamada de balanceamento.
Alguns nomes de dados também precisam de acordo
Quando alguém diz “situação da ordem”, todos entendem a mesma coisa? E “diagnóstico”? E “decisão do orçamento”?
Para evitar significados diferentes, podemos manter um Dicionário de Dados: uma lista que explica o que cada dado quer dizer no projeto.
| Nome | O que significa | Exemplo |
|---|---|---|
| Situação da ordem | Condição atual reconhecida do atendimento | Aguardando aprovação |
| Diagnóstico | Conclusão técnica antes da definição do reparo | Falha na fonte |
| Decisão do orçamento | Resposta do cliente à proposta | Aprovado / recusado |
E quando várias condições mudam a decisão?
Imagine: está em garantia? o cliente aprovou? a peça está disponível? Se tentarmos representar tudo com muitos losangos, o desenho começa a ficar confuso.
Nesse caso podemos usar uma Árvore de Decisão, quando a ordem das perguntas importa, ou uma Tabela de Decisão, quando queremos conferir combinações.
| Regra | Garantia? | Aprovado? | Peça disponível? | Ação |
|---|---|---|---|---|
| R1 | Sim | — | Sim | Prosseguir conforme garantia |
| R2 | Não | Sim | Sim | Iniciar reparo |
| R3 | Não | Sim | Não | Solicitar peça |
| R4 | Não | Não | — | Encerrar sem reparo |
O “—” quer dizer: essa condição não faz diferença para aquela regra. A letra R serve apenas para identificar cada regra na tabela.
Faça agora
- Conte a história da aprovação de Ana e diga quem enviou, o que enviou e quem recebeu.
- No Diagrama de Contexto, escolha uma seta e transforme-a numa frase.
- No DFD, identifique uma entidade externa, um processo, um fluxo e um depósito dizendo o que cada um representa no caso.
- Monte um pequeno caminho Cliente → processo → depósito antes de tentar um DFD maior.
- Escolha três dados que precisam ter significado combinado.
- Crie uma pequena tabela de decisão para uma situação com mais de uma condição.
Por onde a informação passa
Guarde o Diagrama de Contexto, o DFD e as decisões importantes. Se uma seta não tiver origem clara, volte ao levantamento.
Checkpoint 3 — Você consegue contar o desenho?
Ao olhar para um símbolo, você consegue dizer o que ele representa nesta história, e não apenas repetir o nome técnico?