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Professor Ronaldo Lavestein
Qualidade na prática

Qualidade e Teste de Software

Um sistema pode abrir, calcular e gravar dados — e ainda assim não estar pronto. Vamos acompanhar a Cantina Horizonte e descobrir, passo a passo, como transformar a frase “parece funcionar” em uma avaliação sustentada por evidências.

A Cantina Horizonte parece pronta — mas será?

Cantina Horizonte

A escola criou um pequeno sistema para organizar os pedidos da cantina. Ele mostra produtos, preços e estoque, monta o carrinho, aplica cupom e finaliza pedidos.

À primeira vista, tudo parece normal.

Seu primeiro trabalho não será decorar definições nem instalar uma coleção de ferramentas. Será bem mais simples: usar o sistema e prestar atenção no que acontece.

Usar→Observar→Entender a regra→Testar com método→Registrar→Automatizar→Avaliar a versão

A pergunta central: esta versão está pronta?

Temos evidências suficientes para dizer que esta versão está pronta?

No começo, talvez a resposta seja apenas uma impressão. No final, você conseguirá explicar o que foi testado, o que passou, o que falhou e quais riscos ainda permanecem.

Do problema à validação do software

Ao longo deste módulo, vamos percorrer 17 etapas encadeadas para entender como a Qualidade e o Teste de Software aparecem desde a identificação de um problema até a validação da solução.

0 · Será que está pronto?

Usamos a Cantina Horizonte como um cliente e começamos a perceber comportamentos que merecem investigação.

1 · O que significa qualidade?

Funcionar corretamente é importante, mas não é a única dimensão da qualidade.

2 · Erro, defeito, falha e teste

Damos nome correto ao que aconteceu e separamos testar de corrigir.

3 · O que deveria acontecer?

Requisitos, regras de negócio e critérios de aceitação passam a orientar a comparação.

4 · Antes de executar

Revisões e análise estática encontram problemas antes mesmo de abrir o sistema.

5 · Bons valores de teste

Escolhemos entradas com método, em vez de experimentar números ao acaso.

6 · Regras mais complicadas

Combinações de condições e mudanças de estado exigem outras técnicas.

7 · O que estamos testando?

Organizamos níveis de teste e distinguimos aspectos funcionais e não funcionais.

8 · Não dá para testar tudo

Risco, impacto e prioridade ajudam a decidir onde investir esforço.

9 · Planejar e documentar

Plano, casos, dados, resultados, evidências e rastreabilidade organizam o trabalho.

10 · Encontramos um defeito

Registramos, reproduzimos, corrigimos, confirmamos e fazemos regressão.

11 · Automatizando repetições

O computador começa a executar verificações que antes eram manuais.

12 · Teste antes do código

Conhecemos o Desenvolvimento Guiado por Testes quando uma nova regra ainda nem foi implementada.

13 · Interface, servidor e banco juntos

Testamos a comunicação entre a tela, o servidor e o banco de dados, observando o que cada parte envia e recebe.

14 · Como o usuário

Automatizamos um fluxo completo no navegador, do primeiro clique ao resultado final.

15 · Testes executando sozinhos

Integração Contínua executa verificações automaticamente quando o projeto muda.

16 · Está pronto para entrega?

Uma nova versão reúne tudo: planejamento, execução, automação, defeitos, riscos e conclusão técnica.

A Cantina Horizonte evolui junto com os testes

A Cantina Horizonte não será descartada a cada assunto. O mesmo sistema vai amadurecer enquanto você aprende a enxergá-lo por novos ângulos.

Você guarda evidências

Casos de teste, resultados, registros de defeitos, testes automatizados e relatórios vão formando um pequeno portfólio de qualidade de software.

As ferramentas entram quando o teste precisa delas

Planilhas, GitHub, testes automatizados, comunicação entre partes do sistema, navegador automatizado e integração contínua só aparecem quando existe um problema que justifique usá-los.

Comece usando a Cantina Horizonte como cliente

Primeiro use o sistema como qualquer cliente usaria. Não procure uma definição. Procure entender o que está acontecendo.

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