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Professor Ronaldo Lavestein
Análise e modelagem

Análise de Sistemas

Você vai acompanhar um único caso do começo ao fim: a Assistência Técnica Conecta. As ferramentas vão aparecer quando o problema realmente pedir por elas.

Descobrir se o notebook está pronto virou um problema

Assistência Técnica Conecta

Um cliente liga para perguntar se o notebook está pronto. O atendente procura uma ficha, abre mensagens no celular e chama o técnico. Mesmo assim demora para responder com segurança.

Daí nasce a primeira pergunta: por que uma informação tão simples é tão difícil de encontrar?

A partir dessa situação, vamos conversar com as pessoas, observar o trabalho, desenhar o que acontece, descobrir o que precisa mudar, testar uma solução e revisar as decisões.

Problema→Pessoas→Como funciona hoje→O que precisa mudar→O que o sistema deve fazer→Protótipo→Riscos e evolução

Primeiro o problema, depois a ferramenta

Primeiro a situação e a dúvida. Depois a ferramenta.

A pergunta que guia tudo: O que precisamos descobrir agora e qual técnica realmente ajuda a descobrir isso?

Você não precisa chegar sabendo DFD, BPMN, UML, MVP ou qualquer outra sigla. Quando um nome aparecer, ele vai nascer de algo que você já acabou de entender no caso.

Entenda a situação antes de nomear a técnica

Quando aparecer um desenho, não vamos começar pela legenda dos símbolos. Primeiro veremos o que está acontecendo na Conecta. Depois apontaremos o que aquele pedaço do desenho representa. Só então daremos o nome técnico.

Assim, o símbolo não precisa ser decorado: ele passa a representar uma situação que você já compreendeu.

Do problema real à definição do sistema

Ao longo deste módulo, a análise avança em 15 etapas encadeadas, do problema inicial da Conecta até uma definição consistente do sistema que poderá seguir para desenvolvimento.

0 · Antes do sistema

O cliente liga e a empresa não consegue responder. Primeiro entendemos o problema.

1 · Quem precisa participar?

Descobrimos quem conhece o problema e até onde vale investigar agora.

2 · Como descobrir o que acontece?

Seguimos o notebook de Ana por entrevistas, observação e documentos.

3 · Como funciona hoje?

Quando a história começa a se dividir, o fluxograma passa a ser útil.

4 · Por onde a informação passa?

A aprovação de Ana precisa chegar, ser usada e continuar registrada.

5 · Como queremos que funcione?

Usamos o que descobrimos para propor um processo melhor e responsabilidades mais claras.

6 · O que o sistema precisa garantir?

As necessidades viram requisitos, regras e formas de conferir se funcionaram.

7 · Quem usa e para quê?

O desenho nasce dos objetivos reais do Atendente, Técnico e Cliente.

8 · Que outra pergunta ainda ficou escondida?

Escolhemos um diagrama somente quando ele ajuda a enxergar algo novo.

9 · O que entra primeiro?

Priorizamos o trabalho e encontramos uma primeira versão que já entrega valor.

10 · A pessoa consegue usar?

Antes de programar tudo, colocamos a ideia diante de alguém e observamos.

11 · Funcionar é suficiente?

Entram qualidade, segurança, privacidade e conversas com outros sistemas.

12 · Vale a pena e o que pode dar errado?

Avaliamos decisões, riscos e o impacto de mudanças.

13 · Como não perder o que aprendemos?

Organizamos decisões e usamos IA como apoio sem confundir sugestão com fato.

14 · Você consegue contar a história inteira?

Reunimos o raciocínio do problema inicial até a base para desenvolvimento.

O Caderno da Análise cresce etapa por etapa

Caderno da Análise

Guarde pequenas evidências ao longo do caminho

Em cada etapa você registra apenas o que realmente aprendeu: problema, pessoas, processo, requisitos, modelos, protótipo, riscos e decisões. No final, você integra o que já foi construído.

Comece observando o problema da Conecta

Primeiro, nada de tecnologia. Apenas observe o cliente tentando descobrir se o notebook está pronto.

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